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Resumo

Código:

Status: reprovado

Estágio:

  • Informações de contato

    Telefone 1: (87) 99816-0021

    Email: redemulheresprodutorasdopajeu@gmail.com.br

    Email do usuário: redemulheresprodutorasdopajeu@gmail.com

    CEP: 56800000

    Endereço: Rua Rosa Nunes da Silva, Nº 106, Bairro São francisco

    Cidade: Afogados da Ingazeira

    Estado: PE

    País: Brasil

  • Informações da organização

    - Informações gerais:

    Descrição curta:
    Organização feminista que atua há 16 anos na Paisagem do Sertão do Pajeú, tem atuado para tirar as mulheres da invisibilidade, contribuído para fortalecer o protagonismo das mulheres agricultoras rurais e de periferias urbanas na luta por seus direitos, através da construção do conhecimento agroecológico, fortalecendo as experiências de economia solidária, contribuindo para a geração de renda e de incidência nas políticas públicas para melhoria da qualidade de vida das mulheres.

    Nome legal da organização:
    Associação da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú é uma instituição civil, de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter Feminista, agroecológica, e que tem forte atuação na temática da economia solidária/feminista com as mulheres e com os gr

    Data de fundação:
    09/12/2008

    Registro da organização:
    10.896.100/0001-00

    - Documentação:

    Ata de fundação


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    Estatuto


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    Última ata


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    - Sobre a organização:

    Descrição longa:
    A Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú surge inicialmente como uma rede informal de mulheres produtoras da região em 2005 e registrada juridicamente em 2008. Este surgimento foi animado pela assessoria técnica da Casa da Mulher do Nordeste com um diagnóstico das relações de gênero na agricultura familiar no Sertão do Pajeú, e hoje articula e mobiliza cerca de 26 grupos produtivos, em 11 municípios da região, envolvendo cerca de 280 mulheres. O sertão do Pajeú tem 17 municípios e abrange uma área de 8.689,7 km², com uma população de 314.603 habitantes, sendo 199.726 na área urbana e 114.877 na zona rural. Região ainda muito marcada pela cultura machista que contribui para manter as mulheres em situações de submissão, violências e invisibilidade de suas capacidades produtiva e social. É neste sertão que se organiza a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú que tem estabelecido como finalidade central desde sua formação romper com a condição de isolamento das mulheres rurais e das periferias urbanas do território, e a partir de sua organização em grupos produtivos lutar por direitos sociais, econômicos e políticos para as mulheres. Em 2009, foi reconhecida nacionalmente com a conquista do Prêmio Fundação Banco do Brasil na categoria “Participação das Mulheres na Gestão de Tecnologia Social”. O prêmio reconhecia a metodologia participativa e autogestionária das mulheres da Rede, atividades de multiplicação de baixo custo e capacidade de intervenção, tendo sua ação em REDE reconhecida e certificada como “Tecnologia Social”; em 2013 a Rede foi vencedora do Prêmio “Mulheres Rurais que Produzem o Brasil Sustentável”; em 2014 recebeu o Prêmio ODS - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio na categoria “Autonomia e Valorização das Mulheres” – Gabinete da Presidência da República e Organização das Nações Unidas (ONU); em 2015 recebeu o Prêmio “Boas Práticas em Economia Solidária”; em 2021 recebeu o Prêmio ECOA - Categoria “Iniciativas que Inspiram” – ECOA Plataforma da UOL por um mundo Melhor. Essa trajetória de trabalho e luta na atuação em Rede estabelece que é central na estratégia coletiva das mulheres mobilizar e conduzir processos autogestionários de inclusão social, econômica e social atuando no enfrentamento a pobreza da exclusão e da violência. Assim a afirmação de uma REDE busca responder um objetivo metodológico em que as mulheres constroem e buscam soluções coletivamente. A REDE também afirma a horizontalidade política, a importância do intercâmbio de experiências, e desta maneira construir um processo formativo para a permanente incidência política. Nestes 16 anos de sua existência as ações e projetos executados pela Rede atuaram na mobilização das mulheres e sua ação cooperativa, assim como no fortalecimento de diálogos e redes de apoio com outras organizações e movimentos sociais no Sertão do Pajeú possibilitando contribuir para a construção de incidência das mulheres no território.

    Problema:
    A paisagem do sertão do Pajeú, compõe o semiárido brasileiro, é marcado por prolongados períodos de estiagem, pela ausência de politicas públicas principalmente para investimento na agricultura familiar, especialmente para a produção de alimentos, tanto para as pessoas quanto para os animais, as mulheres nessa região ainda são detentoras de poucos recursos para produção, suas experiências na produção de alimentos nos quintais produtivos são em pequenas áreas, normalmente no entorno da casa, a falta de autonomia para escolha das áreas de produção também contribui para a indisponibilidade de água para produção, nesses formatos de quintais onde as agricultoras trabalham demanda um esforço físico muito grande, principalmente para aguação e manter o quintal vivo principalmente no período de escassez de chuvas, a falta de água, ou a insuficiência colabora para aumento da carga de trabalho desencadeando problemas de saúde nas agricultoras, sobretudo, as de mais idade. Importante considerar que as mulheres dessa região ainda são as responsáveis pela garantia da água para o consumo humano, além da alimentação de suas famílias, onde retiram os alimentos para o autoconsumo de seus quintais produtivos. A falta de investimento para melhorar a condição de trabalho das mulheres em seus agroecossistemas, contribui para que continuem realizando aguação no quintal produtivo carregando água em condições precárias, isto é, em baldes ou em muitos casos, com a lata de água na cabeça. Durante o período de pandemia, da covid-19, as mulheres principalmente, sofreram grande impacto, sobretudo, na saúde emocional. O confinamento em muitas residências ocasionou o aumento da violência doméstica; provocou o aumento de doenças emocionais nas mulheres, entre outras situações, a produção de alimentos nos quintais produtivos das agricultoras também foi reduzida devido ao fechamento de muitos espaços de comercialização, a exemplo das feiras livres locais e os programas institucionais como o Programa de Aquisição de alimentos – PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, reduzindo drasticamente a renda das mulheres. Portanto, essa Proposta visa contribuir para melhorar as condições de trabalho das mulheres nos quintais produtivos agroecológicos, possibilitando investimento em sistemas de micro irrigação e no melhoramento de tecnologias de redução de consumo de água para produção de hortas e de frutíferas, a exemplo dos canteiros com sistema de irrigação por capilaridade SICA que são economizadores de água, tornando-se mais eficientes na produção de hortas e com os biofiltros que são sistemas de reusos de água cinzas, isto é, águas de usos doméstico, essas 02 tecnologias contribuirão para maior eficiência no consumo da água para produção, possibilitando maior diversidade produtiva e assim, a comercialização do excedente nas feiras agroecológicas e atender a demanda dos programas institucionais como o PAA e PNAE nos municípios onde os programas estão sendo executados.

    Público alvo:
    O público participante dessa proposta é composto por 70 mulheres como participantes diretas, organizadas em grupos e articuladas em rede, de vários municípios da região, onde a Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú tem atuação, sendo: Grupo de Mulheres Arteiras da comunidade rural de Queimada Grande, município de Afogados da Ingazeira; Mulheres urbanas do Bairro Borges, do Residencial Laura Ramos e do Residencial Miguel Arraes também no município de Afogados da Ingazeira; Grupo de Mulheres Quilombolas da comunidade rural de Abelha e Brejo de Dentro, município de Carnaíba; Grupos de Mulheres Flores do Campo da comunidade rural de Pereiros, e grupo de mulheres Heroínas do Sertão da comunidade rural de Saco do Romão, ambos no município de Flores; Grupo de Mulheres Caravana da Esperança da comunidade rural de Ipoeira, município de São José do Egito; Grupo de Mulheres Sonhadoras do Sertão da comunidade rural de Retiro, município de São José do Egito; Grupo de Mulheres Guerreiras do Pajeú da comunidade rural de Curralinho, município de São José do Egito; Grupo de Mulheres Floresbelas da comunidade rural de Riachão II, município de São José do Egito; Grupo de Mulheres Doce Esperança da comunidade rural de São José de Pilotos, município de Santa Cruz da Baixa Verde. Todas são mulheres agricultoras, que já desenvolvem atividades produtivas em quintais agroecológicos, são mulheres de baixa renda e beneficiárias de programas sociais, a exemplo do programa garantia safra e bolsa família. Algumas mulheres participantes dessa proposta também já comercializam o excedente de sua produção na própria comunidade, em eventos e feiras agroecológica locais.

    Propósito:
    A Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú tem como visão, ser reconhecida como uma organização de mulheres que promove impacto social, contribuindo para fortalecer o empoderamento das mulheres organizadas em grupos, através dos processos formativos para geração de renda, com base nos valores e princípios que fundamentam a instituição: O feminismo como ação política para conscientização e construção da igualdade de gênero, a agroecologia como modo de vida, a economia solidária como uma economia inclusiva e promovedora das relações justas de trabalho e consumo, a auto-organização e auto-gestão coletiva dos grupos de mulheres, a ação em Rede; as mulheres como sujeitos construtoras de conhecimentos e saberes; a incidência em políticas públicas, destacando o protagonismo das mulheres, tirando-as da invisibilidade e contribuindo para a conquista de direitos e para a construção de relações sociais mais justas, visando o fim de todas as formas de violência contra as mulheres. Contribuir para promover as políticas de soberania e segurança alimentar bem como a preservação e conservação dos recursos naturais, para que as mulheres sejam respeitadas e valorizadas em suas diversidades. Possibilitar a construção de estratégias que contribuam para a visibilidade dos saberes e práticas desenvolvidas pelas mulheres em seus quintais que auxiliem no processo de transição agroecológicos. O processo de formação desenvolvido pela Rede, tem como princípios básicos valorizar o conhecimento popular, os aspectos culturais e os recursos naturais necessários à produção. A formação se baseia numa prática metodológica participativa, numa ação de co-gestão e parceria, viabilizando a sustentabilidade, autonomia e a geração de renda para que as mulheres possam viver em uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.

    - Links:

    Site:
    www.redemulherespajeu.org

    Vídeo principal:

    https://fb.watch/j9MBM1frGi/?mibextid=NnVzG8

    Link no Youtube:
    https://www.youtube.com/@Marli374

    Link no Facebook:
    Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú

    Link no Instagram:
    @redepajeu

  • Formulário de inscrição

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