Carregando...

Voltar

Resumo

Código: 21C20

Status: reprovado

Estágio: Câmara Técnica

  • Informações de contato

    Telefone 1: (66) 99977-9857

    Email: bapocereojunior@gmail.com

    Email do usuário: bapocereojunior@gmail.com

    CEP: 78800000

    Endereço: Área Indígena Jarudóre

    Cidade: Poxoréu

    Estado: MT

    País: Brasil

  • Informações da organização

    - Informações gerais:

    Descrição curta:
    A Associação Kiedu Kuri do Estado de MT, sem fins lucrativos, tem por objetivo promover ações e a defesa dos direitos e interesses da Comunidade Indígena da Aldeia Bororo Nokodo Kuguri Ri. Para alcançar seus objetivos ela pode firmar convênios, colaborar e executar ações e projetos visando: I- defender os direitos coletivos ao território e patrimônio cultural em todos os seus aspectos, bem como os direitos humanos da referida Comunidade; II- a proteção, defesa e uso sustentável dos recursos naturais de suas terras; III- contribuir para fortalecer a memória cultural e étnica do povo Bororo, bem como os seus usos, costumes e tradições que integram sua diversidade cultural; IV- promover atividades para o sustento dos seus membros; V- promover o intercâmbio com outras organizações, indígenas ou não, entidades científicas, de ensino e de desenvolvimento social, nacional e internacional, visando a defesa, valorização e divulgação do seu patrimônio cultural; VI- defender uma educação escolar diferenciada para as suas crianças; VII- defender judicial e extrajudicialmente os interesses da Comunidade, conforme estabelece o artigo 231 e 232 da Constituição Federal do Brasil. A Associação nasceu da necessidade dos Bororo que, a partir do ano de 2004, se uniram para reocupar a T. I. Jarudóre. A área foi invadida por colonizadores desde a década de 1950. Em 2014, a Justiça garantiu reintegração de posse de 730 ha aos indígenas. No local foi construída a Aldeia Nokodo Kuguri Ri, atualmente com 32 pessoas, de nove famílias. A vitória foi conseguida com muita luta e uma morte. A Comunidade encontrou uma desmatada e degradada. Então, ela decidiu recompor o meio ambiente degradado, aproveitar algumas benfeitorias deixadas e desenvolver projetos ambientalmente sustentáveis para sua segurança alimentar. Todavia, nos últimos três anos, o cerrado mato-grossense tem sofrido com mudanças climáticas: chuvas escassas no inverno, secas severas no verão e queimadas que afetam a produção rural e a saúde da população. Em 2020, a pandemia do COVID19 impactou a Comunidade: prejuízos na venda de produtos excedentes da agricultura familiar e falta de emprego para os jovens, até mesmo em fazendas da região. A piscicultura seria uma alternativa produtiva e alimentar benéfica: o peixe é o principal alimento tradicional da etnia; pode ser uma fonte de renda extra; envolve membros da Comunidade no sistema produtivo e proporciona a recuperação ambiental das nascentes e percurso das águas de córregos que formam a microbacia do rio vermelho, que compõe a macro bacia do rio Paraguai. A Associação pode obter recursos financeiros mediante ajuda mútua de seus associados e/ou celebração, por sua Diretoria Executiva, de convênios, acordos de parceria com entidades nacionais e internacionais, públicas e privadas, dentro dos objetivos a que se propõe seu Estatuto.

    Nome legal da organização:
    Associação Kiedu Kuri

    Data de fundação:
    23/01/2015

    Registro da organização:
    22.016.189/0001-43

    - Documentação:

    Ata de fundação


    Baixar Ata de fundação

    Estatuto


    Baixar estatuto

    Última ata


    Baixar ultima ata
    - Sobre a organização:

    Descrição longa:
    A Associação Kiedu Kuri foi criada como uma forma de organização de uma sociedade que foi expropriadas de seus territórios físicos e simbólicos e que decidiu voltar ao seu lugar de origem para resgatar seus espaços sagrados e viver dignamente. No ano de 2004, um grupo dessa etnia, que cujos familiares foram expulsos do Jarudóre e tiveram que ir morar em outras terras indígenas, inclusive de outra etnia, se uniu para reocupar a T. I. Jarudóre. A área foi invadida por colonizadores desde a década de 1950. Depois de 10 anos morando novamente na T. I. e sofrendo todo tipo de violência, inclusive com a morte de um Bororo, a Comunidade conseguiu, com muita luta, a reintegração de posse de 730 ha. Foi pouco, porque ainda resta reaver 3.976ha. Mas, os Bororo do Jarudóre decidiram fazer da Associação um instrumento de luta. A Aldeia Nokodo Kuguri Ri tem, atualmente, 32 habitantes. A Comunidade encontrou uma área desmatada e degradada, por isso decidiu recompor o meio ambiente degradado, aproveitar algumas benfeitorias deixadas e desenvolver projetos ambientalmente sustentáveis para sua segurança alimentar. Empreendeu projetos junto a parceiros. Conseguiu a construção de dois poços artesianos (um com uma empresa reparadora de danos e outro com a Missão Salesiana de Mato Grosso). Dessa forma, a produção de gado leiteiro não depende dos animais degradarem a barranca dos córregos. Ações como esta, junto a parceiros e à FUNAI (Fundação Nacional do Índio) deram início à recuperação ambiental e à produção ambientalmente sustentável. Entretanto, o cerrado de Mato Grosso vem sofrendo com desmatamentos, queimadas e mudanças climáticas, conforme indicam os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos últimos três anos, o as chuvas escassas no período das águas (outubro-março) e as secas severas no inverno (abril-setembro) e as queimadas que afetam a produção rural e a saúde da população. Em 2020-21 a queda na produção de leite caiu de dois mil para quinhentos litros diários. O plantio de mandioca e a produção de hortifrutigranjeiros teve perdas significativas. Desde março de 2020, a pandemia do COVID19 impactou a Comunidade com prejuízos na venda dos raros produtos excedentes da agricultura familiar e falta de emprego para os jovens, até mesmo em fazendas da região. A Comunidade abriu um tanque para fazer uma piscicultura improvisada, como alternativa alimentar, mas a produção foi ínfima por questões técnicas e de manejo. A Associação tem proporcionado à Comunidade manter relações com entidades e instituições externas à etnia. Ela é, também, uma força política que une a sua população indígena em torno de objetivos e ações comuns, todas elas em torno da sobrevivência física e cultural do povo.

    Problema:
    Em primeiro lugar, resolver o problema da segurança alimentar, por meio de ações produtivas desenvolvidas pela própria Comunidade, tendo como princípio o desenvolvimento de projetos ambientalmente sustentáveis. A solução do problema alimentar de forma comunitária fortalece o espírito coletivo e o próprio modo de existir tradicional da sociedade Bororo. Relacionado ao problema da necessidade de produção alimentar dos membros da Comunidade a Associação tem outra demanda: a geração de emprego da força de trabalho disponível, de homens e mulheres, a maioria jovens. Criar empreendimentos produtivos é um desafio da Associação para que as famílias possam adquirir autonomia financeira e poder suprir suas necessidades de habitação com boas condições sanitárias, higiene, saúde, educação, vestuário, comunicação, transporte e outros direitos básicos. No conjunto de problemas intrinsicamente ligados está um que é essencial para a fortalecimento sociocultural da sociedade indígena Bororo. A recuperação da biodiversidade ambiental do cerrado (de vegetais e animais que fazem parte da cosmologia Bororo) é indispensável para a realização de seus rituais, confecção de adornos cerimoniais, na sua culinária e festas comunitárias. O modo como a Comunidade Indígena maneja o meio ambiente já favoreceu, após sete anos da reocupação de 730 ha. de suas terras tradicionais, em 2021, o ressurgimento da presença de animais típicos do cerrado na Área, dentre ele a onça pintada que julgava-se estar extinta naquela região. Na questão alimentar, atualmente, um problema a ser solucionado é a escassez de peixe, o principal alimento tradicional Bororo. Neste sentido, um projeto de piscicultura seria um empreendimento que atenderia a Comunidade em sua totalidade.

    Público alvo:
    Prioritariamente a Comunidade Indígena Bororo da Aldeia Nokodo Kuguri Ri, com nove famílias e trinta e duas pessoas; no processo de execução e desenvolvimento do empreendimento: a comunidade não indígena do Distrito de Jarudóre (cerca de 400 pessoas) e o mercado consumidor do município de Poxoréo, Estado de Mato Grosso (população estimada, em 2021, em 15.936 pessoas)

    Propósito:
    A missão da Associação Kiedu Kuri é a defesa e proteção dos direitos coletivos e do patrimônio territorial, socioambiental e cultural da etnia Bororo, promovendo condições dignas de vida para todos; de modo a interagir com instituições, entidades, pessoas e sociedades humanas que fomentam a paz e o respeitam os direitos humanos. Sua visão é promover o respeito às diferenças e diversidades socioculturais e ambientais, combater as desigualdades econômicas e sociais e lutar pelo direito das sociedades específicas aos seus habitar tradicionais e pela pacifica convivência multiétnica e pluricultural. Nosso propósito é produzir a nossa vida material e espiritual com liberdade e autonomia, dialogando e convivendo pacificamente com outros povos, cada qual respeitando as cosmologias uns dos outros. Também, é propósito da Associação Kiedu Kuri interagir com outros povos indígenas e não indígenas, numa assumindo uma postura intercultural solidária e humanitária.

    - Links:

    Site:

    Vídeo principal:

    Link no Youtube:

    Link no Facebook:

    Link no Instagram:

  • Formulário de inscrição

Erro na consulta: You have an error in your SQL syntax; check the manual that corresponds to your MySQL server version for the right syntax to use near ' field_11) > 0 AND id = 82' at line 1